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Argentina

O técnico do River Plate, Marcelo Gallardo, esteve em Montevidéu para receber o prêmio de melhor treinador da América, oferecido pelo jornal El País. É o prêmio mais tradicional do futebol das Américas, que também escolheu Gonzalo Pity Martínez, outro do River, como Rei da América, o melhor jogador das Américas. O treinador falou sobre a vitória no prêmio e também sobre seleção argentina, com palavras bastante fortes. Aos 42 anos e com uma carreira cheia de títulos pelo River Plate, o seu nome é sempre bastante especulado na imprensa argentina, embora, como ele mesmo revelou, isso nunca tenha passado nem perto de acontecer.

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“Várias pessoas me chamaram para me felicitar pelo prêmio. Estive muito desfocado e não estava muito atento a isso porque estava de férias e meus amigos começaram a me chamar. Para mim, é uma honra muito grande porque eu comecei aqui e porque termino recebendo o prêmio nesta terra. Agradeço a todos que me deram esse voto de confiança, mas um termina ganhando não pelo que faz um torneio, mas sim pelo trabalho que se faz no River em muitos anos”, disse Gallardo, lembrando do seu primeiro trabalho como técnico no Nacional, do Uruguai, clube pelo qual encerrou a carreira como jogador.

Gallardo foi um dos nomes falados para substituir Sampaoli após a Copa do Mundo. O treinador, porém, não foi procurado pela AFA, a associação de futebol argentino. O treinador deixou claro que tem esse desejo e manteve as portas abertas. “Dirigir a seleção é um dos desejos que eu tenho como treinador. É um desejo e um desafio muito importante, mas acredito que as coisas acontecem quanto tem que acontecer, não temos que forçá-las”, afirmou o treinador.

“Sempre foi deixado de lado na seleção. Nunca ninguém demonstrou que realmente me queria. Quando eu me manifestei sempre de acordo com o que eu pensei sobre todo o processo de seleção, que eu via estar muito mal, é como se eu fosse descartado. Eu sou dos que vê as coisas e as diz. Além disso, eu acho que posso dar uma opinião para que as coisas melhorem”, afirmou ainda Muñeco.

A carreira de Gallardo é laureada de títulos. No seu primeiro trabalho quando assumiu o Nacional, do Uruguai, em 2011 – logo após pendurar as chuteiras ao final da temporada anterior -, conquistou o título do Campeonato Uruguaio em 2011/12. Em 2014, chegou ao River Plate e ele enfileirou taças, sempre no mata-mata. O treinador conquistou a Sul-Americana em 2014, a Libertadores de 2015 e 2018, a Recopa em 2015 e 2016, a Copa Suruga em 2015, a Copa Argentina em 2015/16 e 2016/17 e a Supercopa Argentina em 2017.

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