Trivela

Brasil

A última lista de Tite antes da convocação decisiva para a Copa do Mundo guardou algumas novidades. Não tantas quanto muita gente queria, e algumas bem menos agradáveis do que se pensava, mas não deixam de ser nomes que buscam cavar seu espaço rumo à Rússia. Willian José é a surpresa absoluta, sem nunca ter defendido a seleção principal. Anderson Talisca e Neto tinham uma única convocação anterior cada para o time adulto, mas nunca entraram em campo pela equipe nacional. E ainda há atletas sem muita rodagem com a camisa amarela, todos com menos de 10 aparições pela Canarinho: Ederson, Rodrigo Caio, Fagner, Pedro Geromel, Fred e Taison. Destes, se for para cravar, apenas o goleiro reserva está realmente próximo do Mundial.

Os testes, de qualquer forma, costumam ser bem úteis às vésperas da Copa do Mundo. E não foram poucos os jogadores que asseguraram suas vagas na fase final da competição graças a estas chances. Eles servem, sobretudo, para avaliar o momento de jogadores que ascenderam recentemente. Ainda que, neste sentido, os últimos técnicos do Brasil tenham se fechado cada vez antes em torno dos seus homens de confiança.

Abaixo, elaboramos uma longa lista com todos os jogadores que estrearam pelo Brasil no semestre anterior à Copa do Mundo ou que, já tendo estreado, possuíam menos de dez partidas no currículo durante a fase final de testes. A lista regressiva vai de 2014 até 1950. Os três primeiros Mundiais não foram incluídos pela formação tardia dos elencos, com muitos convocados fazendo suas primeiras partidas pela Seleção justamente durante a competição. Já na sequência “moderna” vale considerar as transformações históricas.

De 1950 a 1962, a preparação começou semanas antes, com amistosos quase sempre contra seleções vizinhas. Em 1966, um caso à parte com o inchado grupo, em meio à longa sequência de amistosos. De 1970 a 1986, ocorreram preparações intensas e equilibradas, apesar de certos meses de inatividade. De 1990 a 2002, os anos de Copa se iniciavam com amplas observações em amistosos mais distribuídos. Já a partir de 2006, com as Data Fifa cada vez mais regulamentadas, os treinadores têm poucos tiros para gastar. Assim será com Tite, limitado aos amistosos contra Alemanha e Rússia. Jogadores ignorados a esta altura já podem deixar de sonhar com o Mundial.

Vale dizer também que, com o aumento de jogos da Seleção, atualmente costuma ser mais comum ver jogadores com ao menos dez partidas acumuladas pela equipe nacional. Ainda assim, como seria difícil atribuir pesos a isso durante as diferentes décadas, mantivemos a “nota de corte”. Abaixo, a lista completa. Nos textos, falamos também de alguns casos de novatos que não chegaram a entrar em campo no semestre do Mundial, mas ganharam um espaço na convocação final – quase sempre, goleiros reservas. Os atletas presentes no torneio estão destacados em azul.

2014

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Nenhum
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Rafinha, Fernandinho, Willian, Henrique, Maxwell

Felipão não realizou muitos testes às vésperas da Copa do Mundo de 2014, ao firmar seu grupo desde o ano anterior. Ainda assim, as experimentações derradeiras foram importantes para terminar de compor o elenco. Dos novatos que ganharam espaço nos últimos amistosos, apenas Rafinha não esteve entre os reservas no Mundial. Fernandinho virou titular no decorrer da competição e Willian se tornou um dos substitutos mais frequentes. Firmaram-se ao ciclo seguinte da equipe nacional. Victor e Jefferson não atuaram no semestre anterior, mas, com menos de 10 partidas, foram os suplentes de Júlio César.

2010

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Nenhum
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Carlos Eduardo, Michel Bastos, Grafite, Thiago Silva

Dunga já tinha definido os seus homens de confiança a esta altura, mas ainda assim abriu espaço a testes. E eles fariam a diferença. Referendado pela boa base no Wolfsburg, Grafite se tornou o centroavante reserva, mesmo com apenas duas partidas com a camisa amarela antes do Mundial. Já na lateral esquerda, uma das principais dores de cabeça antes da Copa (até pelas diferenças do treinador com Marcelo), Michel Bastos atropelou a concorrência e virou titular na África do Sul. Thiago Silva ainda despontaria na zaga. Gomes, com menos de 10 jogos e sem atuar no semestre anterior, foi o goleiro reserva.

2006

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Nenhum
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Fred, Gilberto

Parreira não inventou moda antes do Mundial da Alemanha, mas é preciso dizer que deu rodagem a vários novatos nos anos anteriores. Enquanto poupava boa parte dos medalhões, montou seu grupo a partir das competições secundárias, como a Copa das Confederações e a Copa América. Assim, apenas dois atletas surgiram de última hora e acabaram fazendo parte da lista final. Gilberto atropelou a concorrência de Gustavo Nery para a reserva de Roberto Carlos. Já no ataque, Fred era a aposta para o futuro. E, de última hora, Mineiro preencheu a lacuna do lesionado Edmílson – mas não disputou jogos pela Seleção no semestre.

2002

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Anderson Polga, Kleber, Kleberson, Esquerdinha, Kaká, Paulo César, Daniel
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Juan, Cris, Gilberto Silva, Luizão, Washington, Belletti, França, Ricardinho

Em sua primeira passagem pela Seleção, Felipão teve um semestre para conhecer seus jogadores na sofrida reta final das Eliminatórias. Por isso mesmo, o ciclo de amistosos armados no início de 2002, voltados especialmente aos jogadores em atividade no país, ajudaram tanto. Anderson Polga e Kaká estrearam rumo à reserva no Mundial, enquanto Kleberson ascendeu como um dos jogadores mais funcionais. Daqueles com poucos jogos, também se firmaram Luizão e Belletti, além do titular Gilberto Silva. E quem merece uma menção especial é Ricardinho, que nunca entrara em campo com Scolari, mas foi chamado após o corte de Emerson na lista final.

1998

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: César [Portuguesa], Élber, Marcos Assunção, Zé Carlos
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Junior, Russo, Sergio Manoel, Donizete Pantera, Doriva, Carlos Germano, Emerson

Assim como aconteceu para a Copa de 2006, o ciclo anterior ao Mundial de 1998 foi um dos mais planejados em relação à transição. E ainda assim houve chance de testes no início do ano, com a realização da Copa Ouro. Nada que fosse tão aproveitado assim. Doriva foi o único presente na competição da Concacaf que viajou à França. Carlos Germano era um dos pouco utilizado que pintou nos amistosos preparatórios, mas estava firme na reserva de Taffarel. Emerson surgiu de supetão, diante do corte de Romário. Já a verdadeira surpresa ficou por conta do lateral direito Zé Carlos, superando Zé Maria. Convocado à Copa sem estrear, o “imitador de passarinhos” pintou em campo pela primeira vez durante amistoso contra o Athletic Bilbao, já em solo europeu. Só fez seu primeiro jogo oficial justamente na semifinal do Mundial, contra a Holanda.

1994

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Ronaldo, Sávio
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Zetti, Leonardo, Rivaldo, Paulo Sérgio, Viola, Túlio

As principais lacunas de Parreira às vésperas da Copa do Mundo de 1994 se viam no ataque. Não à toa, os maiores testes se concentraram no setor. E foram as novidades que integraram o elenco nos Estados Unidos. Ronaldo, Paulo Sérgio e Viola se tornaram alternativas no banco de reservas. A volta de Romário, ao menos, diminuí as emergências do treinador. No gol, Zetti se referendou no São Paulo e era uma digníssima sombra a Taffarel. Por fim, Leonardo surgiu como opção interessante na lateral e virou titular, até a expulsão nas oitavas de final. Ronaldão (substituindo o cortado Ricardo Gomes) e Gilmar Rinaldi, com menos de 10 jogos, não entraram em campo no semestre, mas preencheram o plantel na Copa.

1990

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Nenhum
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Bismarck

Lazaroni foi bem econômico em seus testes antes da Copa do Mundo de 1990, até pela profusão de jogos no ano de sua chegada, 1989. Seu homem de confiança no Vasco, Bismarck se tornou o único com menos de 10 partidas pela seleção a entrar em campo às vésperas do Mundial. Acabou vestindo a camisa 7 na Itália. Reservas de Taffarel, Acácio e Zé Carlos eram outros dois com pouca rodagem na equipe nacional, mas não participaram de amistosos no semestre anterior antes de integrarem a lista final.

1986

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Dida [Coritiba], Müller, Marinho [Bangu], Silas, Elzo, Sidney, Mauro Galvão, Gilmar Rinaldi, Julio César, Edivaldo, Josimar
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Paulo Victor, Branco

O ciclo rumo à Copa de 1986 foi um dos mais bagunçados da Seleção. Além das mudanças de técnicos, os entraves políticos na CBF atrapalhavam. Telê Santana disputou uma série de amistosos e as Eliminatórias, de abril a junho de 1985. Entretanto, a Canarinho hibernou pelos nove meses seguintes. Assim, os amistosos prévios à convocação foram tão importantes. Seis que estrearam na preparação viajaram ao México: Müller, Elzo, Júlio César, Silas, Mauro Galvão e Edivaldo – os três primeiros, titulares na competição. Paulo Victor e Branco também ganharam cancha às vésperas. Josimar, substituto do cortado Leandro, fez sua estreia com a camisa amarela justo na Copa, e logo anotando o fenomenal gol contra a Irlanda do Norte. Já Valdo, promessa que integrou os 22 de Telê, só entrou em campo com a amarelinha pela primeira vez em maio de 1987.

1982

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Careca
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Leandro, Mário Sérgio, Perivaldo, Vítor, Adílio, Paulo Sérgio

Infelizmente, o único estreante de Telê no semestre anterior à Copa de 1982 não pôde disputar o torneio: Careca, lesionado às vésperas do Mundial da Espanha. O treinador aproveitou para observar principalmente jogadores do Flamengo, dentre os quais Leandro não só foi convocado ao Mundial, como também se tornou um dos esteios do time na lateral direita. Paulo Sérgio foi outro que despontou, como reserva de Valdir Peres. Além disso, dois jogadores com menos de 10 jogos no currículo, que não foram testados nos meses prévios, compuseram o elenco: Carlos e Juninho Fonseca.

1978

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Oscar, Batista, Tarciso, Nunes, Polozzi, Carlos, Jorge Mendonça, Zé Sérgio
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Toninho, Abel Braga, Romeu, Chicão

Antes da Copa do Mundo de 1978, o Brasil realizou uma série de amistosos. E não apenas contra outras seleções nacionais, mas também contra clubes estrangeiros e seleções dos estados brasileiros. Claudio Coutinho aparou as arestas através disso, depois de cinco meses sem compromissos. Toninho, Oscar, Zé Sérgio, Carlos, Abel Braga, Polozzi, Batista, Jorge Mendonça e Chicão ganharam a confiança do treinador para viajarem à Argentina. Valdir Peres sequer entrou em campo no semestre, mas era outra novidade na convocação final. Considerando a legião, natural que muitos se tornassem titulares. Toninho, Oscar, Batista e Jorge Mendonça apareceram no 11 inicial em diversos momentos. Já Chicão era uma peça útil no banco. Nunes ainda estaria na Argentina, mas precisou ser cortado.

1974

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Alfredo Mostarda, Carpegiani, Mirandinha, Enéas, Nelinho
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Luis Pereira, Ademir da Guia, Carbone, Wendell, Marinho Chagas, César Maluco, Marinho Peres, Dirceu, Valdomiro

Parado desde julho de 1973, o Brasil permaneceu em turnê de abril a maio, antes de sua primeira tentativa no tetra. E Zagallo não deixou de fazer as suas observações pertinentes. O ciclo foi importante para aqueles que se destacavam no Palmeiras bicampeão brasileiro: Luis Pereira, César Maluco, Ademir da Guia e Alfredo Mostarda acabaram convocados ao Mundial. Ao lado de Luis Pereira, a zaga tinha uma linha titular sem tanta tarimba internacional – com Nelinho, Marinho Peres e Marinho Chagas. No meio, Carpegiani ganhou a vaga durante a Copa, enquanto mais à frente se revesaram Mirandinha, Valdomiro e Dirceu. No banco ainda apareciam os goleiros Renato e Valdir Peres, que sequer participaram dos amistosos no semestre anterior.

1970

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Ado, Baldochi, Marco Antônio, Leão, Rogério, Dadá Maravilha
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Fontana, Zé Carlos, Clodoaldo, Zé Maria, Roberto Miranda

Entre os dias finais de João Saldanha e o início de Zagallo, o Brasil completou seu grupo rumo à Copa de 1970. Depois de uma pausa de seis meses, as atividades foram reiniciadas em março de 1970. Existiam alguns postos entre os titulares em aberto, como a cabeça de área e a lateral esquerda, ocupadas por Clodoaldo e Marco Antônio – este, superado depois por Everaldo. Rogério flertou com a camisa 7, mas se lesionou às vésperas do Mundial e não compôs o plantel final no México. Em compensação, Ado, Baldochi, Leão, Dadá Maravilha, Fontana, Zé Maria e Roberto Miranda se tornaram reservas durante o tri.

1966

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Murilo, Fontana, Oldair, Fefeu, Alcindo, Silva, Denílson, Paulo Henrique, Nado, Tostão, Fábio, Sebastião Leônidas, Paulo Borges, Ivair, Parada, Fidélis, Edu, Ubirajara Motta
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Manga, Carlos Alberto Torres, Brito, Jairzinho, Servílio, Paraná, Djalma Dias, Édson Cegonha, Lima, Célio, Valdir

Não se espante com a lista acima. Afinal, 44 jogadores fizeram parte da preparação da Seleção rumo à Copa de 1966 – e isso porque não considerei o time composto apenas por jogadores de clubes gaúchos que disputou a Taça O’Higgins, no início de 1962, sem que ninguém ganhasse continuidade. Naturalmente, muitos dos convocados por Vicente Feola rumo à Inglaterra não tinham rodagem na equipe nacional. E o fato é que a bagunça se refletiu no time, com as constantes mudanças entre seus titulares, apesar da eliminação na fase de grupos do Mundial. Alcindo, Silva, Denílson, Jairzinho, Paulo Henrique, Fidélis, Manga, Lima e Paraná foram titulares em ao menos uma partida na Copa. Brito e Edu foram outros novatos que não saíram do banco na competição. Curiosamente, um dos cortados está entre os mais lembrados da Canarinho: Carlos Alberto Torres.

1962

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Jurandyr, Benê, Djalma Dias, Jair da Costa
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Coutinho, Altair, Zequinha, Mengálvio, Amarildo, Jair Marinho

A Seleção passou dez meses inativa, entre junho de 1961 e os amistosos de abril de 1962. Mesmo assim, Aimoré Moreira não promoveu tantos testes assim, considerando as possibilidades. Preferiu privilegiar os veteranos de 1958, majoritariamente, e se deu bem no Chile. Jurandyr, Jair da Costa, Coutinho, Altair, Zequinha, Mengálvio e Jair Marinho até foram à Copa, mas nenhum deles entrou em campo. A única aposta certeira foi Amarildo, que despontou no grupo apenas durante o ciclo preparatório e assumiu o protagonismo após a lesão de Pelé.

1958

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Dida, Zagallo, Orlando Peçanha
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Bellini, Oreco, Dino Sani, Joel, Vavá, Pelé, Moacyr, Zito, Mazzola, Jadyr, Garrincha, Gino

O Brasil teve três técnicos diferentes ao longo de 1957. Ficou de setembro até maio do ano seguinte sem atuar. E quando Vicente Feola assumiu neste momento, precisava moldar seu grupo. Conseguiu de maneira primorosa, ainda que os últimos acertos tenham acontecido apenas na Suécia. Zagallo e Orlando Peçanha estrearam naquele ano rumo à consagração. Bellini, Vavá, Pelé, Zito e Garrincha se firmaram no 11 inicial. E ainda surgiram as opções de Dino Sani, Joel e Dida, que também brigaram por um posto entre os titulares no Mundial. Moacyr e Oreco completaram a lista final, mas sem jogar durante a campanha vitoriosa.

1954

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Veludo, Humberto Tozzi, Maurinho, Índio, Cabeção, Salvador, Dequinha
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Gérson dos Santos, Rubens

A Seleção ficou parada durante dez meses até iniciar seus trabalhos para a Copa de 1954, em fevereiro daquele ano. Disputou amistosos contra Paraguai e Chile, além do poderoso Millonarios. Zezé Moreira tinha peças a encaixar, até por não aproveitar tanto os remanescentes do vice em 1950. O trio rubro-negro composto por Dequinha, Índio e Rubens pediu passagem. Humberto Tozzi veio com moral do Palmeiras, enquanto Maurinho era opção do São Paulo. Além disso, Veludo e Cabeção se tornaram reservas do goleiro Castilho na Suíça. Índio, Tozzi e Maurinho foram titulares em apenas um jogo do Mundial, todos na queda para a Hungria nas quartas de final.

1950

Estrearam pela Seleção no semestre da Copa: Castilho, Juvenal, Maneca, Baltazar, Pinga, Rodrigues
Defenderam a Seleção no semestre da Copa e tinham menos de 10 partidas até então: Nilton Santos, Mauro Ramos, Ely, Nena, Bauer, Bigode, Friaça, Alfredo, Adãozinho

Desde que assumira a seleção em 1944, Flávio Costa viu o seu trabalho limitado à Copa América, à Copa Roca e a Copa Rio Branco – versão parecida do troféu amistoso contra a Argentina, mas este diante do Uruguai. O time ficou exatos 360 dias sem atuar, até iniciar os trabalhos em maio de 1950. E na série de amistosos contra os vizinhos sul-americanos, além de seleções estaduais, o comandante adicionou vários nomes ao grupo. Juvenal, Bauer, Bigode e Friaça seriam titulares no Maracanazo. Já Castilho, Nilton Santos, Adãozinho, Alfredo, Baltazar, Ely, Nena, Maneca e Rodrigues completaram o elenco. Mauro Ramos, um dos raros ignorados, daria a volta por cima depois.

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