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Copa do Mundo

A expansão da Copa do Mundo para 48 times estava prevista para 2022, mas a Fifa já admite atender ao pedido de algumas federações, como a Conmebol, que querem que a regra já seja aplicada em 2022, no Catar. Quem falou sobre o assunto foi o presidente, Gianni Infantino. O dirigente falou ter “esperança” que a mudança possa acontecer já na próxima edição do torneio, daqui quatro anos.

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“Nós decidimos… Aumentar o número de times participando do torneio final da Copa do Mundo de 32 para 48. Isso irá acontecer em 2026. Se é possível acontecer em 2022? Você me conhece. É possível, é possível”, afirmou Infantino na inauguração da nova sede da Confederação Asiática de Futebol, em Kuala Lumpur, na quarta-feira. “Se é possível, por que não? Nós temos que ver se isso é possível, se é factível. Nós estamos discutindo com nossos amigos catarianos, nós estamos discutindo com nossos outros amigos na região e esperamos que isso possa acontecer”, continuou. “E, se não, nós teremos tentado. Nós iremos tentar porque nós sempre temos que tentar fazer as coisas de uma forma melhor”.

Infantino cita estar falando com outros amigos da região porque o Catar é um país muito pequeno. Para receber não 32, mas 48 seleções, seria preciso acordo com outros países vizinhos para que o torneio se espalhasse um pouco mais. Para se ter uma ideia, o Catar tem 11.581 quilômetros quadrados. O Estado de São Paulo, por exemplo, tem 248.222 quilômetros quadrados, o que significa que país inteiro do Catar cabe pouco mais de 21 vezes dentro de São Paulo, em área.

O problema de dividir a sede da Copa entre o Catar e os países da região é justamente que o Catar está em uma crise diplomática com os países vizinhos. A Arábia Saudita comanda uma oposição ao Catar. Como o Catar é uma península, o acesso ao país fica comprometido pelo bloqueio, inclusive em produtos que podem chegar.

“Eu estava discutindo com os dirigentes [da Federação do Catar] e também com  o emir do Catar”, afirmou Infantino, em entrevista à Associated Press. “Eles querem olhar isso conosco, que tipo de opções, dividir algumas partidas com outros países ou não… Há tópicos que, primeiro, os catarianos, é claro, tem que estar confortáveis. Eles podem sediar [uma Copa com 48 seleções]? Não”, continuou. “Quando nós falamos, permanece, é claro”, afirma o dirigente da Fifa. “O que é, eu acho, mais importante é que o emir nos disse: ‘Vamos continuar as discussões juntos e vemos se isso pode funcionar'”.

Um dos nomes mais importante do processo é Hassan Al-Thawadi, secretário-geral do chamado Comitê Supremo do Catar 2022. Ele já disse que o país estaria receptivo a fazer isso e a possibilidade de expandir o torneio está sendo analisada.”Nós ainda estamos avaliando estudos de viabilidade e nós estaremos em uma posição melhor para dar um retorno sobre isso no futuro”, disse Al-Thawadi à AFP em outubro. “Mas isso será decidido antes das Eliminatórias. Em algum  momento do primeiro trimestre do próximo anos”.

Por isso, o Catar é contra ter uma Copa com 48 seleções já em 2022, porque assim teria estrutura para sediar sozinho. A Arábia Saudita, um poder em ascensão dentro da Fifa, faz força para obrigar o Catar a negociar com os vizinhos. Uma queda de braço que parece que Infantino está pendendo mais para os sauditas. O problema é que a Arábia Saudita vive dias complicados nas relações internacionais com a morte de um jornalista na embaixada do país em Istambul. Perguntado sobre isso, Infantino foi evasivo: “Há outros países na região, não?”.

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