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Deste fim de semana não passa, para alívio dos argentinos, que já não aguentam mais tanto drama e tanta apreensão. Depois do ótimo 2 a 2 na partida de ida, na Bombonera, River Plate e Boca Juniors voltam a medir forças neste sábado (24), a partir das 18h (de Brasília), em um Monumental de Núñez superlotado e que vai certamente beirar os 70 mil torcedores.

O confronto promete ser quente também para a turma que caça lucros nas casas de apostas de futebol. Na primeira partida havia um equilíbrio realmente considerável, mas para esta finalíssima há um favorito claro, e ele é o River. O time comandado pelo matreiro Marcelo “El Muñeco” Gallardo devolve R$ 2,20 a cada R$ 1,00 apostado em sua vitória, de acordo com o site especializado em apostas OddsShark.com. As combinações que vêm a seguir são o empate, devolvendo R$ 2,90/R$ 1,00, e a vitória do Boca em pleno Monumental, que renderia o alto lucro de R$ 3,80 a cada R$ 1,00 apostado.

Outra maneira de mensurar o favoritismo do River é a cotação de R$ 1,53/R$ 1,00 em caso de título da equipe de Gallardo. O Boca, por sua vez, paga R$ 2,37 a cada R$ 1,00 na mesma possibilidade de aposta. O gigante de Núñez busca a sua quarta taça na Libertadores, enquanto o Boca tenta a sua sétima conquista, o que o colocaria ao lado do Independiente como o recordista de títulos da competição. Mas o número total pouco importa para duas torcidas que respondem a mais de 70% da população da Argentina – o que está em jogo é um mano a mano que, segundo a imprensa do país, vai protagonizar um claro divisor de águas não só no esporte, mas no convívio da sociedade como um todo.

Tem tudo para ser uma decisão dramática e enlouquecedora, digna dos melhores filmes e dos melhores livros produzidos em uma Argentina que se destaca no mundo todo pela sua admirável produção cultural. E o que incentiva esta afirmação é o estado de nervos que predomina nesta finalíssima. De acordo com a definição de Hernán Crespo, ex-atacante do River e da seleção argentina, “quem pensar demais não vai conseguir dar um passe de cinco metros”.

O bom futebol percebido na primeira partida deve ceder lugar à apreensão e ao medo de entrar para a história como um vilão. Quem errar feio em campo certamente vai precisar deixar o país que vive a paixão pelo futebol de uma maneira desconcertante e muitas vezes exagerada.

Isso posto, a análise dos odds confere um favoritismo até certo ponto igualmente exagerado ao River. O clube de Núñez costuma ser uma verdadeira máquina de vencer quando decide finais de Libertadores em casa – seus três títulos, por exemplo, foram conquistados justamente em seu lendário estádio, mas o Boca não é batido por lá desde o 1 a 0 das oitavas de final da Libertadores de 2015. Já se vão três anos e meio sem festa vermelha e branca no Monumental diante do seu rival de toda a vida.

Neste estado de tamanha apreensão, o 0 a 0 no intervalo pinta como uma boa chance de ganho: ele paga R$ 2,20 a cada R$ 1,00 apostado. O River vai precisar lidar também com a sua falta de atacantes. O setor ofensivo vermelho e branco é justamente onde estão concentrados os seus desfalques. O colombiano Santos Borré tomou o terceiro cartão amarelo e está fora da decisão; outra ausência é a do experiente Nacho Scocco, que está com uma lesão na panturrilha.

O Boca, por sua vez, tem uma verdadeira constelação nos seus homens de frente. Mesmo Pavón, que saiu machucado da primeira partida, foi relacionado na lista de concentrados e pode atuar um pouco, que seja. A lista de bons atacantes do clube xeneize inclui os titulares Wanchope Ábila e Benedetto, que podem ganhar a companhia de Villa, Tevez, Cardona, Zárate e até do jovem Espinoza, bastante elogiado pelo Guillermo Barros Schelotto durante a semana.

Não custa reforçar: não há o critério do gol fora de casa como desempate, então qualquer nova igualdade em Núñez fará o título ser decidido na prorrogação. Caso a igualdade persista, só aí teríamos a definição por pênaltis.

Há dois placares cravados que aparecem com favoritismo perante os demais: trata-se do 1 a 0 para o River e o 1 a 1, que devolvem R$ 5,50 a cada R$ 1,00 apostado. A primeira contagem pró-Boca que desponta nesta lista é também o 1 a 0, que retorna R$ 8,00/R$ 1,00.

A previsão dos odds indica uma partida amarrada e de poucos gols, bem ao contrário do 2 a 2 que abriu a série. Caso saiam dois tentos ou menos, o lucro será de meros R$ 1,44 a cada R$ 1,00, contra R$ 2,70/R$ 1,00 na possibilidade de três gols ou mais.

Há uma certa disparidade também na hipótese de gols dos dois lados ou de apenas um. Caso um único time faça gols nesta decisão, o apostador recebe R$ 1,61 a cada R$ 1,00 apostado. E se os dois times balançarem as redes do Monumental, o ganho será de R$ 2,20/R$ 1,00. Tem tudo para ser um dos grandes jogos de todo o mundo neste ano, uma despedida à altura das finais de ida e volta da Libertadores. A competição a partir de 2019 terá suas decisões em jogo único.

As cotações da finalíssima da Libertadores, segundo o OddsShark.com:

24/11 – 18:00 – River Plate (R$ 2,20) x Boca Juniors (R$ 3,80); empate (R$ 2,90)

Para ser campeão:

River Plate – R$ 1,53
Boca Juniors – R$ 2,37

Para decisão na prorrogação:

Sim – R$ 6,50
Não – R$ 1,12

Para decisão nos pênaltis:
Sim – R$ 5,00
Não – R$ 1,16

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